
“Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança
fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano
se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação
e tudo começa outra vez
com outro número e outra vontade de acreditar
que daqui para adiante vai ser diferente…
Para você,
Desejo o sonho realizado.
O amor esperado.
A esperança renovada.
Para você,
Desejo todas as cores desta vida.
Todas as alegrias que puder sorrir.
Todas as músicas que puder emocionar.
Para você neste novo ano,
Desejo que os amigos sejam mais cúmplices,
Que sua família esteja mais unida,
Que sua vida seja mais bem vivida.
Gostaria de lhe desejar tantas coisas.
Mas nada seria suficiente…
Então, desejo apenas
que você tenha muitos desejos.
Desejos grandes e que eles possam te mover a
cada minuto, ao rumo da sua felicidade!”
(Carlos Drummond de Andrade)
Fim de ano… Natal…
Recebi o poema acima de uma amiga do trabalho e pensei em todos os meus amigos a quem queria dizer o que o poeta falou.
“Ai entra o milagre da renovação…” Nesses dias de chuva, que de vez em quando nos brinda com um arco-íris, muita coisa se renova, a terra é lavada, a sujeira da cidade é levada e eu fico admirando a água que cai do céu, hora delicada, hora incisiva. Mas sempre renovada.
Desejo renovações constantes para nós: de tudo o que se pode renovar, por dentro e por fora. Desejo muita água pra lavar as impurezas, as máscaras, o chão e o céu.
Desejo uma noite de Natal limpa, com corações puros para que a benção possa entrar, sem tropeçar na sugeira da mágoa e da dor.
Feliz Natal!
A exposição FotoVersículos foi montada no contexto das comemorações do Ano Paulino. Inicialmente, fez parte da II ExpoBíblia, organizada em setembro de 2008 pela Pastoral Jovem da Paróquia Nossa Senhora da Esperança, Asa Norte, Brasília. As fotos foram selecionadas e algumas especialmente produzidas à luz da atualidade das cartas paulinas, que ainda nos levam à reflexão sobre nossos atos.