Providência

Você já tomou uma providência?
Bom, dependendo do contexto, posso dizer que sim, já tomei. Mas não tomo mais pois não ando muito tolerante com certas coisas. Aliás, acho que sou fraca para isso, não tenho muito estômago pra certas coisas. Pra cachaça então, nem se fala! Apesar de gostar do aroma que exala dos tonéis.
A família Neumann (de Teófilo Otoni) produz uma cachaça chamada PROVIDÊNCIA. Coisa do sr. Arthur Neumann (avô materno do Dedé). Ele começou a produzir e montou uma bela estrutura, para a sua época, na fazenda São Pedro, lá pros lados do Brejão. Imagino como o velho deve ter se divertido as custas dos outros por causa desse nome. Ele era uma figura…
A primeira vez que visitei os parentes do Dedé, foi em 1990 (caráca! no século passado!) e no roteiro estava programada a ida na roça. Nessa época, já se dizia roça de “Ti Láu” = Tio Lauro. Na verdade ainda não era de Lauro, mas, como foi dos filhos o que ficou pra tocar o negócio da cachaça, a família e os amigos passaram a chamar assim.
Nesta altura do campeonato, o velho Arthur tava morando na rua. Não! Não se assuste, essa não é uma família desnaturada! Esses alemães não são uns monstros! O costume local é chamar fazenda de roça e cidade de rua… e era onde os fundadores da fazenda São Pedro moravam agora até então.
Na fazenda tinha uma plantação de cana enorme – pelo menos pra mim. Muita cana pra produção da cachaça. Um processo totalmente artesanal, desde o plantio até a venda. Naquela época eu trabalhava em uma fábrica cujo parque fabril tinha sido montado por japoneses… eu fazia parte do grupo que estudava as melhorias de qualidade… ver aquela fábrica foi ser chamada pra realidade. Sem glamour. Ao contrário: com muita poeira! As melhores cachaças era guradadas num sótão com muita poeira e pouca luz. Mas mesmo assim dava pra ver a providência dourada.
Depois de conhecer a fábrica de cachaça, finalmente fui apresentada ao Sr. Arthur Lothar Neumann: um alemão bonito que doia, mesmo com seus 80 e tantos anos! Não me contive e comentei com minha sogra: “- Dona Maria deve ter sofrido um bocado com o assédio das mulheres!” Na hora, ela só riu… mas, comentário sobre ele, será motivo de outro post.
Nas férias deste ano, voltei lá. É. Ainda se faz cachaça, mas também prefiro comentar em outro post…

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