
Tudo.
Sempre pode mudar.
Algumas situações mudam de acordo com a previsão, outras são imprevisíveis.
Sabemos que depois do dia, vem a noite. Depois do verão, vem o outono. Quando acontece uma ação, esperamos por uma reação. Mudanças previsíveis quase nunca são notadas, pois o nosso entendimento assimila e segue em frente. A maioria de nós, não se abala com mudanças pequenas, que já fazem parte da rotina, mas podem ficar bem mexidos com mudanças maiores, mesmo que sejam anunciadas…
A humanidade passa por mudanças o tempo todo. Muitas dessas mudanças interferem na natureza e a vida segue como se fosse tudo normal. Algumas mudanças me intrigam… fico pensando sobre elas e de vez em quando me deparo com alguém com pensamento semelhante. Recentemente, um amigo postou um texto numa rede social, sobre as imagens que viu durante o carnaval. Para ele, nossa manifestação cultural no formato atual denigre a imagem do ser humano, a exposição dos corpos e a prática de consumos exacerbados, deprecia a nossa imagem e o nosso habitat. E eu concordo com ele. Aí vem minha intriga: em que momento ocorreu a mudança do comportamento, pois certamente, o carnaval não era assim. Como isso aconteceu? Outras mudanças no comportamento das pessoas, também me intrigam, principalmente as que procuram a violência. Essas, então, doem na alma… Acredito que, assim como as relações mudaram para um formato que por vezes me assusta, podemos mudar novamente e mudar para melhor. Eu creio.
No caso da areia, como nesta foto, o vento muda a sua localização sempre que passa. Pode ser mais para o litoral, pode ser mais para o continente. Pode ser em pequenos grupos de grãos ou numa grande nuvem recriando a configuração das dunas. Por mais que os grãos estejam unidos, o vento os leva para onde estiver soprando.
Peço a Deus que me dê discernimento para que eu não viva ao sabor do vento, que não deixe a vida me levar, mas que eu busque sempre fazer a Sua vontade e não a minha, pequeno grão de areia, que sou. E que Ele me mude sempre que eu precisar.
Ah! Esta foto foi feita em julho de 2016, nas dunas da praia de Joaquina, Florianópolis/SC, em meio digital e a inspiração veio depois de ler um post do Eduardo Zanchi.