| De 2º Encontro da Pastoral Jovem da Paróquia Nossa Senhora da Esperança |
Não. Não é a luz do trem.
No final desse túnel tinha um padre, aguardando o momento que as pessoas ia dizer aquilo que não querem ouvir: seus proprios pecados, seus piores erros, seus maiores vacilos… mesmo quando vamos a procura de um religioso em sua sala iluminada ou no confessionário minúsculo, atravessamos um longo, frio e escuro túnel: nós mesmos.
Alguns de nós vão como se fosse mais uma experiência, alguns vão com curiosidade, outros vão por que alguém mandou! e tem ainda os que não conseguem se imaginar nesse túnel… eu já passei por essas fases. Não que eu vá me confessar sempre e sempre destemidamente por saber que há luz ao fim do túnel. Não… passar por dentro de mim, me visitar e rever o que está errado não é fácil. Mas é necessário. Só eu sei dos meus sentimentos, temores e das coisas que verdadeiramente me envergonho, daquelas difíceis de falar. Não porque o religioso vai ouvir e – na sua humanidade – poderá me julgar, mas porque vou ter que me ouvir dizer as coisas que, como diz um antigo fado: nem às paredes confesso!
Genial!!!